Os números sob nossos pés Uma sandália de papiro trançado, encontrado em um túmulo egípcio de aproximadamente 2000a.C., mostra o calçado como parte integrante do vestuário, nas antigas civilizações. Os gregos não gostavam de usar sapatos, salvo no inverno, quando usavam sandálias nas ruas e sapatos fechados em casa. Mas foi no período helenístico (331 – 323 a. C.) que os sapatos se tornaram artigo de luxo, quando posteriormente foram copiados e incorporados a vida diária pelos romanos. Foram os próprios romanos a fazer os sapatos diferentes para o pé direito e o esquerdo, o que representou um acentuado progresso.
A história referente a numeração dos sapatos é apresentada de duas maneiras distintas.
Na França, o Imperador Carlos Magno (747 – 814), por ter os pés muito grandes 33cm criou o ponto francês, 6,6mm dividindo o comprimento do pé pelo número 50. Isto facilitou, pois o centímetro embora padronizasse, tornava a escala salteada, aconteceria que um número ficaria apertado e outro logo acima ficaria folgado.
Na Inglaterra, durante o reinado de Eduardo I (1272 – 1307) foi uniformizado a medida dos calçados, quando foi decretado que uma polegada correspondia a três grãos de cevadas enfileirados. Um sapato que media 30 grãos, ficou sendo nº 30 e assim é usado até hoje pelas indústrias inglesas, ou seja, o ponto inglês é 8,4mm, aproximadamente.
A indústria brasileira usa o ponto francês, por julgá-lo mais cômodo, porque de um número a outro o espaço é pequeno, permitindo acertar um sapato no pé com maior facilidade.

Sec. XV
Bico fino

Sec. XVI
Bico largo e chato Sec. XVII
Botas dobradas para baixo


Sec. XX Mocassim

 

Sec. XXI
Salto alto couro colorido

 

Até meados do Séc. XIX, a fabricação de calçados envolvia o simples trabalho manual.
A produção industrial tornou o calçado barato e acessível a todas as classes. No início do Séc. XX a indústria entra na era da produção em massa. Os mocassins, modelo italiano, começam substituir os sapatos ingleses, de cordão. Surgem os sapatos esportivos, como as chuteiras e os tênis. Na década de 1960, a moda hippie trouxe de volta as sandálias como calçado de uso diário.