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O corpo humano e sua linguagem matemática O sistema Britânico tem origem antropomórfica, isto é, baseou-se em medidas do corpo humano, daí surgiram a jarda, o pé e o cúbito que tornaram-se padrões, os quais foram fixados e adaptados ao Sistema Métrico Decimal mas não resistiram a um sistema que já nasceu com uma conceituação científica, além da prática.

Curiosidades No passado cada povo tinha seus próprios padrões, o que gerava algumas dificuldades, por exemplo: o cúbito padronizado pelos sumérios era diferente do cúbito egípcio, e ambos diferiam ao cúbito assírio.
Há cerca de 1000 anos, na Roma Antiga, os soldados romanos marchavam contando os passos duplos que davam.
Cada mil passos duplos equivaliam a uma milha terrestre. Como em Roma falava-se o latim, mil passos se dizia milia passuum, daí o nome de milha. Apesar de algumas modificações, a milha ainda é utilizada hoje, e equivale a 1.609 metros. A jarda era originalmente a medida do cinturão masculino. Mas, no século XII, o rei Henrique I, da Inglaterra, fixou a jarda como a distância entre seu nariz e o polegar do seu braço estendido. História da matemática: as primeiras medições A necessidade de medir é tão antiga quanto a de contar. Quando o homem começou a construir suas habitações e a desenvolver a agricultura, precisou criar meios de efetuar medições. Para medir comprimentos, o homem tomava o seu próprio corpo como referência. Usava como padrões determinadas partes de seu corpo. Foi assim que surgiram: a polegada, o palmo, o pé, a jarda, a braça, o passo. Alguns desses padrões estão sendo usados até hoje. O cúbito é a distância do cotovelo à ponta do dedo médio. Como as pessoas têm tamanhos diferentes, o cúbito variava de uma pessoa para outra, ocasionando as maiores confusões nos resultados das medidas. Os egípcios resolveram então fixar um padrão único: em lugar de partes do corpo eles resolveram usar em suas medidas barras de pedras com o mesmo tamanho. Foi assim que surgiu o cúbito – padrão. Como a civilização egípcia desenvolveu-se ás margens férteis do Rio Nilo, cultivadas por agricultores que pagavam anualmente um imposto ao faraó, estas terras precisavam ser medidas, pois o imposto era cobrado de acordo com a extensão da terra. Como não era possível medir grandes extensões usando bastões de comprimento igual a um cúbito, os agrimensores do faraó usavam cordas. Elas continham nós igulamente espaçados. O intervalo entre dois nós podia corresponder, por exemplo, a 5 cúbitos. Esticando essas cordas, era possível medir facilmente grandes distâncias. Foram essas cordas que originaram as trenas que usamos atualmente. Foi durante a Revolução Francesa que se tomou a iniciativa de unificar, a nível mundial, os padrões de medida. Nessa época havia uma grande confusão entre os vários padrões de medida empregados. Assim, em 1790, a Academia de Ciências de Paris criou uma comissão, que incluía matemáticos, pra resolver o problema. Dos trabalhos dessa comissão resultou o metro, um padrão único para medir comprimentos, o qual passou a ser utilizado universalmente.  É preciso saber Hoje o metro padrão é baseado no espaço percorrido pela luz no vácuo em determinado período de tempo, o que lhe confere uma precisão indiscutível na calibragem de instrumentos científicos. A adoção do Sistema Internacional de Unidades, regulamentando o metro, o litro, o quilograma e os graus Celsius, como padrão em todo o mundo, já ocorreu nos Estados Unidos e Inglaterra, convivendo nestes países com o sistema imperial, usado na prática pela maioria da população. No Brasil o Sistema Métrico decimal foi adotado oficialmente no ano de 1862. Matematicamente falando, existe uma semelhança deste, com o sistema numérico que empregamos: ambos utilizam a base 10. Corpo humano e o sistema de medidas Unidades de medidas de comprimento:

  • 1 polegada: 2,54 cm
  • 1 pé: 30,48 cm (12 polegadas)
  • 1 jarda: 91,44 cm (3 pés)
  • 1 milha: 1.609 metros
  • 1 braça: 2,20 metros
  • 1 palmo: 22 cm
  • 1 cúbito sumérico: 49,5 cm
  • 1 cúbito egípcio: 52,4 cm
  • 1 cúbito assírio: 54,9 cm

Simetria, Parábolas, números, volume são alguns modelos matemáticos que podem ser estudados no corpo humano.  Esse material didático está sempre a disposição dos alunos e professor. Usá-lo com sabedoria é mostrar a matemática ao alcance de cada um de nós.