topicoOs números dizem não a Alca!
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Somos contrários, como os professores mineiros, a implantação do Alca por entender que os Estados Unidos pretendem, sob o falso argumento de integração comercial, avançar sobre mercados dos 33 países integrantes da Área de Livre Comércio. Livre comércio somente para os EUA que querem comercializar produtos e serviços sem restrições. Já os norte americanos seguem sua política protecionista e de subsídios, o que torna inviável a disputa comercial em igualdade de condições com os vários países que fazem parte da Alca, entre eles o Brasil.

Os empresários norte americanos, que controlam essas negociações, têm criticado o que consideram “monopólio do Estado” e exigem que os serviços públicos rentáveis sejam privatizados. Estão de olho em recursos milionários. Os gastos mundiais com ensino por exemplo, superam US$ 2 trilhões; com saúde, os governos investem cerca de US$ 3,5 trilhões. Com a Alca eles procuram concretizar o velho sonho liberal de privatizar todas as dimensões da vida humana, denuncia o jornalista Altamiro Borges.

O que é a Alca?

A Área de Livre Comércio das Américas (Alca) é parte da operação estratégica norte-americana, de amplo alcance com objetivos políticos, econômicos e militares de longo prazo, cuja implementação se iniciou com a 1a Cúpula das Américas, em Miami, em Dezembro de 1994, que reuniu presidentes da República e chefes de estado de todo o Hemisfério, com exceção de Cuba.

O objetivo econômico com a criação da Alca

Estabelecer um território econômico único nas Américas com livre circulação de bens, serviços e capitais, porém sem livre circulação de mão-de-obra, em especial a menos qualificada. Gradualmente, adotaria o dólar como moda hemisférica, cuja emissão e circulação ficaria sob exclusive controle norte-americano.

Conseqüências da Alca:

  • Perca da soberania Nacional, governo como gerente dos EUA, controle militar, invasão territorial;
  • Dependência econômica, política, tecnológica e até monetária;
  • Fim de direitos trabalhistas, da propriedade coletiva da terra, desaparecimento da pequena agricultura;
  • Privatização dos serviços públicos, tratá-los como mercadoria: saúde, educação, previdência;
  • Destruição do meio ambiente, poluição da terra, da água e do ar;
  • Exploração das matérias-primas, dos recursos naturais: florestas, rios, minérios, biodiversidade, plantas medicinais;
  • Importação de sementes, de comida;
  • Mais violência, drogas, migração, fragilização dos laços familiares.

Prazos

As negociações para implantação da Alca deverão ser concluídas até Dezembro de 2005.

Conheça os números do NAFTA antes de dizer não a Alca Integração desigual empobrece mexicanos

O México assinou em 1993, o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) e conquistou como “parceiros” comerciais, Estados Unidos e Canadá. A crise cambial e financeira vivida pelo México um ano depois da implantação do Nafta mostrou que o acordo não trouxe maior credibilidade comerciais ao país.

Depois que aderiu ao Nafta, o México, praticamente passou o controle da economia às grande empresas norte-americanas. O acordo fez com que o número de mexicanos que ganhavam menos de um salário mínimo aumentasse em um milhão. O empobrecimento atingiu ao todo, oito milhões de famílias. Até 1981, antes das reformas neoliberais, 49% dos mexicanos eram pobres. Vinte antes depois, o contingente atingiu 75% da população.

No México, foram destruídos 200 mil postos de trabalho. Isto sem falar nos índices de poluição que dobraram,. 40% das florestas foram devastadas pela exploração predatória nos últimos anos, o que provocou a erosão do solo e destruição do habitat natural de inúmeras espécies.

Porque os números dizem não à Alca Área de livre comércio: Região onde mercadorias e capitais circulam livremente sem restrições ou pagamento de impostos.

O aço brasileiro, é sobretaxado em 142%. Na agricultura os subsídios norte-americanos chegam a US$ 30 bilhões.

Os Estados Unidos detêm, atualmente, 77,9% do Produto Interno Bruto (PIB) das três Américas.

A taxação média dos 15 principais produtos brasileiros de exportação para os EUA é de 43%, enquanto os 15 principais produtos importados pelo Brasil daquele país são taxados em 13,5%.

O PIB dos Estados Unidos é 16 vezes maior que o do Brasil, 25 vezes maior que o do México e 30 vezes maior do que o da Argentina.

Pelo menos 67 produtos, entre eles: aço, açúcar, suco de laranja, carne bovina, têxteis, calçados, óleo de soja, tabaco, vidros, louças, etc – brasileiros sofrem restrições para entrar no mercado norte-americano.

Por conta desta situação, a indústria nacional tem um prejuízo anual avaliado em cerca de US$ 3 bilhões.

As exportações dos Estados Unidos para a América Latina triplicaram de 1990 a 1996.

A Alca degradará ainda mais os direitos trabalhistas. Assim, estará assegurada a liberdade para o capital. As leis trabalhistas deverão ser flexibilizadas, salários rebaixados e as jornadas de trabalho poderão ser ampliadas, quando a expectativa é de redução para aumentar o número de empregos no Brasil.

Hoje pensamos em grandezas inversamente proporcionais para sanear o desemprego no Brasil. (Norte Americanos ) não terão esta preocupação.

O pensamento americano é o acúmulo de dólares. “Pensamos de outra maneira”